Brasília Outros 50 anos, estamos nessa!!!

Brasília Outros 50 anos, estamos nessa!!!
O que isso realmente representa!

domingo, 4 de abril de 2010

BRASÍLIA PRAZER DE PINTURA


Reunião dos artistas pintores de Brasília celebrará os 50 anos da cidade fora do circuito oficial e dentro do evento Brasília Outros 50 anos.



"Nossa intenção é construir como sempre, e através da arte, uma forma solidária de amar a cidade e seus habitantes que tiveram a coragem de aqui vir morar quando só havia a densa poeira da terra vermelha e as construções ainda muito toscas". Bené Fonteles

Brasília é ao mesmo tempo, tela e personagem, e inspira a artistas plásticos das mais variados escolas e estilos. E eles também participarão do Brasília Outros 50 anos, evento que será realizado de 20 a 23 de abril, no Complexo Cultural da Funarte, com acesso gratuito e censura livre. Para tanto será realizada uma reunião dos artistas pintores de Brasília para celebrar os 50 anos da cidade fora do circuito oficial: a mostra Brasília Prazer de Pintura, na Galeria Fayga Ostrower da Funarte / MinC, aberta dia 20 de abril, às 20h.


O curador da mostra Brasília Prazer de Pintura, Bené Fonteles, explica que " pelo seu espaço amplo de cerrado e sob um céu quase mar, em meio as suas águas ainda cristalinas, a cidade modernista posta a toda prova nesta bela solitude do planalto central, Brasília foi, e é, fonte e suporte de inspiração pictórica para os artistas que aqui chegaram entre o quase nada dos anos 50 e 60: Athos Bulcão, Rubem Valentim, Glênio Bianchetti, Douglas Marques de Sá, Lêda Watson, Babinski e muitos outros pioneiros/candangos", revela.


Artistas da mostra


Uma lista respeitável de artistas da cidade farão parte da mostra: Elder Rocha, Ralp Gehre, Luiz Gallina, Helena Lopes, Elyezer Szturm, Galeno, Arlindo de Castro, José Ivacy, Glênio Lima, Wagner Hermuche, Gersion de Castro, Rômulo Andrade, Gladistone Menezes, Fernando Madeira, Nelson Maravalhas, Glênio Bianchetti, André Santangelo, Evandro Sales, Girafa, Sônia Paiva, Nina Coimbra, Raquel Nava, Marta Mencarine, Renato Rios, Josafa Neves, Clarissa Gonçalves, Andrey Hermuche, Fabio Baroli, Camila Soato e Moisés Crizelaro.
De acordo com Fonteles, " a mostra construída com rigor e simplicidade tem o intento de apenas reunir os artistas vivos e atuantes que por exercício pleno de cidadania, aderem ao evento como forma de recusar os últimos acontecimentos, iguais aos que há décadas, envergonham os brasilienses de verdade. Digo sempre que aqui é um ótimo lugar para morrer como artista. E por dois motivos: Somos descriminados por adotar uma cidade centrada e composta por gente do poder, quando nós, artistas e intelectuais somos gente de poder, e temos mostrado há décadas, uma outra alternativa mais solidária e criativa de dialogar com a cultura do país e, a mídia nacional que aqui reside, tem os olhos voltados apenas para o povo do poder e nunca para nossa vasta, diversa e magnífica produção cultural. Mas nossa intenção é construir como sempre, e através da arte, uma forma solidária de amar a cidade e seus habitantes que tiveram a coragem de aqui vir morar quando só havia a densa poeira da terra vermelha e as construções ainda muito toscas", recorda.

O curador da mostra afirma que Brasília tem algo a mais. " Criaram todos, um sonho de Nação com os olhos voltados para um outro Brasil e para um novo mundo. Não é na verdade muito pouco! Parafraseando Tom Jobim, um dos primeiros que aqui veio e criou música para a cidade nascente: Brasília não é para principiantes", finaliza.
Foto de Ítalo Rios

Hip Hop no Brasília Outros 50 anos, tá ligado?





Cinquenta atrações passarão pelo palco Hip Hop nos dias 21 e 22 de abril, sem a velha história do palco principal




"Pela primeira vez este movimento, que representa a maior parte das vozes jovens das periferias, terá vez nas comemorações do aniversário de Brasília como protagonista, com espaço e dignidade"

O Hip Hop de Brasília está em festa e na festa Brasília Outros 50 anos. O evento será realizado de 20 a 23 de abril, no Complexo Cultural da Funarte, com censura livre e acesso gratuito. A produção executiva geral e a coordenação de Hip Hop do evento ficou a cargo de Jaqueline Fernandes da Griô Produções. Em entrevista, Jaqueline nos fala sobre os preparativos e expectativas para o evento.


Quais são suas expectativas com o evento?

Jaqueline - A expectativa é realizar uma grande festa colorida, com muita diversidade, buscando representar grande parte a riqueza cultural que o Distrito Federal tem. Agregar todo mundo é impossível, diante de todo cardápio que temos, mas certamente nunca se viu tantos artistas reunidos em uma só festa. A falta de política cultural nos últimos anos inviabilizou a vida de muitos artistas da cidade, sobretudo os das periferias. A intenção é dizer: estamos aqui, continuamos muito vivos e vivas e nos empoderamos juntas e juntos para fazer a nossa própria celebração junto da sociedade e dos movimentos sociais como um todo. Brasília outros 50!

Qual a importância para os artistas locais e para a cidade de uma comemoração com essa proporção?

Jaqueline - Estamos falando de um momento histórico, um divisor de águas na história cultural e política da capital. O movimento cultural se aproxima dos movimentos sociais e protagonizam juntos uma festa de proporção nunca vista antes por aqui. Reunir em 50 horas de programação simultânea cinema, teatro, circo, música, literatura, artes visuais, artes digitais, enfim, diversas manifestações, colocando no centro o artista local de diversas cidades do DF, não somente nas apresentações mas na concepção do evento. A partir de abril de 2010, as festas de aniversário de nossa Brasília nunca mais serão as mesmas. Vamos provar que nossos artistas têm qualidade e público, fato há muito ignorado pelas comemorações oficiais, e que podemos, juntos, pelo simples fato de desejarmos Brasília Outros 50, fazer uma festa maior que a convencional, com mais artistas e com muito menos custo. Para a cultura hip hop, a festa tem uma importância imapagável, por exemplo. Pela primerira vez este movimento, que representa a maior parte das vozes jovens das periferias, terá vez nas comemorações do aniversário de Brasília como protagonista, com espaço e dignidade. Cinquenta atrações passarão pelo palco hip hop nos dias 21 e 22 de abril. Esse palco tem a mesma estrutura e condições técnica que os demais, sem a velha história do palco principal.

O que as pessoas que participarem da festa vão ver?

Jaqueline - Vão ter acesso à muita diversidade, peças de teatro que a periferia dificilmente teria acesso, filmes de diretores locais, muita música para todos os gostos, nossos artistas circenses, nosso infinito universo criativo. As pessoas vão poder no Brasília Outros 50 ter orgulho de viver em Brasília, fundamental em períodos de conjuntura política difícil como o que vimos passando nos últimos meses. E se não pudemos ainda fazer uma festa em cada Região Adminsitrativa neste ano, vamos mandar transporte apra que todas as Regiões possam participar.

Nomes que vão se apresentar lá?

Jaqueline - No Palco Hip Hop: Flora Matos, GOG, Jamaika e Rei (há muito não subiam ao palco juntos), Rapadura (mc, filho de repentista, grande promessa do rap nacional), Vera Verônika (mc e pedagoga que trabalha nas escolas com a linguagem hip hop), principais grupos de Break como BSB-girls, Black Spin e DF Zulu Breakers, grandes painéis de grafite coordenados pelo grafiteiro Satão, da DF Zulu, Código Penal, Vadios Lokos, Voz sem Medo, Provérbio X, Atitude Feminina, Dj Raffa (considerado o produtor musical, de rap, mais importante do Brasil), Dj TDZ, criador da lendária série de vinis Arsenal Sônico e muito mais. Um dos momentos muito esperados é a oficina de capacitação para o Prêmio Cultura Hip Hop. O Ministério da Cultura lançou o edital Prêmio Cultura Hip Hop, Edição Preto Ghoez, que premiará 135 iniciativas no país todo. A oficina será ministrada pelo Instituto Empreender com a presença do Secretário, Américo Córdula, do Minc.

A cadência do Samba no Brasília Outros 50 anos


Escola de samba, choro, pagode, rodas e muitos mais. O samba dará seu tom e mostrará suas matizes no evento


"Quem não gosta de samba, bom sujeito não é", já dizia o saudoso Dorival Caymmi. E para não contrariar o mestre em qualquer lugar que ele esteja, na comemoração do aniversário da cidade, o Brasília Outros 50 anos trará muito samba para ninguém ficar "ruim da cabeça ou doente do pé". De 20 a 23 de abril, no Complexo Cultural da Funarte, o melhor do samba de Brasília pedirá passagem e contagiará o público presente.


"Vamos misturar escola, choro, samba, pagode, será uma grande festa", promete o coordenador da área de Samba do evento, Kaoka. Entre as atrações confirmadas estão os grupos Amor Maior, Os Criollos, Dinho da Cor do Samba, e uma das musas do samba da capital, Renata Jambeiro. “Será a verdadeira capital do samba”, finaliza Kaoka.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Entrevista com Fred Maia (Minc): Parceria que visa também uma continuidade, a partir dos grupos mapeados


O assessor especial do ministro do Ministro Cultura, Fred Maia, fala da satisfação do Ministério em participar do processo do Brasília Outros 50 anos



“Os artistas no Brasil já conseguem perceber que não se faz cultura sem
política. A cultura tem que estar na linha da política, na cabeça de todo
artista tem que ter essa concepção”


Qual a importância cultural do Brasília Outros 50 anos?


Fred Maia - O evento quer reproduzir a idéia da diversidade de Brasília, de capital receptiva e que já nasceu patrimônio histórico. Brasília é uma cidade que abraça todas as diversidades da cultura brasileira. O Brasília Outros 50 anos irá reproduzir essa identidade. Este evento é muito importante principalmente porque é uma iniciativa dos artistas da cidade.


Como nasceu o projeto? Qual a contrapartida cultural exigida pelo Ministério?

Fred Maia - Os artistas do Fórum de Cultura da cidade propuseram ao Ministério da Cultura (Minc) apoio ao projeto. E, o que nós pedimos na hora de selar a parceria é que, os territórios e as linguagens fossem contemplados. Brasília tem o Plano Piloto e as 30 outras regiões administrativas, com pouco acesso a cultura. As cidades são povoadas por pessoas que chegam com suas raízes culturais, mas não conseguem exercer a prática dessa cultura. Além disso, eles sofrem com a dificuldade de acesso aos equipamentos culturais que a cidade oferece. Essa realidade gera um problema de mapear esses territórios e as manifestações das lideranças culturais.


Na atual conjuntura política do DF, fala-se em intervenção no governo. O Brasília Outros 50 anos pode ser visto como uma intervenção cultural para salvar a comemoração do aniversário da cidade?


Fred Maia - Não vejo como uma intervenção cultural, mas sim, como uma ocupação de um espaço vazio, que foi gerado por esse problema político. Os artistas resolveram aproveitar essa situação para homenagear a cidade. Ocuparam esse espaço também, porque hoje, os artistas no Brasil já conseguem perceber que não se faz cultura sem política. A cultura tem que estar na linha da política, na cabeça de todo artista tem que ter essa concepção. Hoje, o artista pensa pela prática inaugurada pela gestão do Minc, durante o governo Lula, onde temos a cultura como um direito de todo cidadão.


Qual a principal finalidade do evento para a cultura local?


Fred Maia - Acredito que esse evento vai ser um exemplo de ativismo cultural e de cidadania. Uma tarefa que os artistas resolveram encarar, que irá comprovar na prática, que Brasília tem atividade e inteligência cultural.


De que maneira o Minc está inserido nesse projeto?


Fred Maia - Para o Minc, é uma ótima oportunidade construir esse processo e fazer essa troca. É uma oportunidade de mostrar o que a gente faz e conhecer o que é feito na cidade. É uma parceria que visa também uma continuidade, a partir dos grupos mapeados. Então para o Minc, evidentemente, é muito bom participar do evento em homenagem a cidade.

Entrevista com o maestro Rênio Quintas: 50 horas de música com gente tocando e se divertindo


De 20 a 23 de abril, no Complexo Cultural da Funarte, em Brasília, o Brasília Outros 50 anos soma os esforços e talentos dos artistas da cidade. Um dos coordenadores e membros da entidade responsável pelo evento, o maestro Rênio Quintas, espera com grande expectativa pela comemoração do aniversário da cidade. Afinal, Quintas é um dos nomes que luta pela cultura local e sempre declara seu amor à cidade.

“Essa festa é uma demonstração de amor a cultura da cidade e é um misto de honra e alegria poder contar com artistas de Brasília que tem uma relação sincera e honesta com a capital de uma geração nascida e moradora daqui”, afirma o maestro.

"A festa não pretende disputar público com a festa que acontecerá na Esplanada dos Ministérios. Nossa festa é mais uma opção para quem pretende vir comemorar o aniversário de Brasília", explica.

"Brasília Outros 50 anos mostra como os artistas de Brasília querem ser tratados nos próximos 50 anos com espaço, respeito e qualidade. As pessoas que passarem por lá vão ouvir DJ’s, MPB, samba, rock, blues, hip hop. Serão 50 horas de música com todo mundo tocando e se divertindo”, finaliza Rênio Quintas, que coordena a área de música do evento.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Cinema de primeira no Brasília Outros 50 anos




Cerca de 60 filmes digitais e em película serão apresentados

De 20 a 23 de abril, no Complexo Cultural Funarte, a Sétima Arte será uma das atrações da declaração de amor à capital de todos os brasileiros, o Brasília Outros 50 anos.

Os organizadores não poderiam deixar o cinema de fora do evento, afinal, Brasília tem um dos mais importantes festivais de cinema do Brasil, além de uma safra respeitávbel, que inclui diretores reconhecidos em boa parte do mundo, assim como jovens cineastas ávidos por experimentar novas técnicas, linguagens e tecnologias.

O Complexo Cultural da Funartw receberá duas tendas: uma exibindo filmes em película e a outra com produções em mídia digital. Cerca de 60 filmes serão apresentados, “sobre Brasília ou que tenham ligação com a cidade”, conta Tamara Habka, responsável pelo espaço.

Declaração de amor audiovisual

Paralelo a isso foram convidados 10 diretores da cidade para produzirem curtas de cinco minutos que ao final, serão editados juntos, "resultando numa declaração de amor pela cidade de 50 minutos", finalizou Habka.
Foto: Talita Oliveira

terça-feira, 30 de março de 2010

A hora se aproxima - Viva Brasília!

Ontem fechamos todas as planilhas o nosso sonho enfim se realiza! Está sendo impressa uma filipeta Pra não perder o rumo do bom português...:-) com a nossa Logomarca criada por Jailson DR de nosso querido Gama e amorosamente acrescentado com as opiniões as mais diversas de quem achou que deveria opinar! Vamos que vamos!